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Para responder a essa pergunta, é necessário que o paciente compreenda como funciona o processo de dissipação de cargas entre algumas das articulações do nosso corpo.
De acordo com a biomecânica, desde a coluna cervical até os pés, esse processo de distribuição de cargas pode ocorrer de forma descendente (de cima para baixo) ou ascendente (de baixo para cima), passando pela cervical (pescoço), ombros, coluna torácica (meio das costas), lombar (região acima dos glúteos), sacroilíaca (área próxima aos glúteos), quadris, joelhos e pés, ou vice-versa.
Quando estamos em pé, essa dissipação ocorre de forma completa, com as forças sendo distribuídas ao longo das regiões mencionadas. Porém, ao ficarmos sentados, esse processo fica limitado até a região lombar, uma vez que, devido à posição, é impossível que haja dissipação para os quadris, joelhos e pés. Isso contribui para uma sobrecarga na região lombar, gerando tensões excessivas nas articulações e discos da coluna lombossacra.
Diante disso, pacientes que ficam sentados por muito tempo, sem se levantar pelo menos a cada 1 ou 2 horas, estão mais propensos a desenvolver sobrecarga na coluna lombar, o que pode resultar em aumento da pressão nos discos intervertebrais, desgaste nas articulações facetárias, retração muscular, entre outros problemas, elevando consideravelmente o risco de episódios de dor lombar.
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